À luz do Rêvo

Rêvo é um personagem e um momento. Está no tempo e fora dele. É o desencontro dentro do encontro. Entre os ciclos que vivemos em diversos aspectos das nossas vidas, e essa realidade que nos faz estar muitas vezes na parte de baixo do ciclo, esperando pela próxima vez de subir. 


Como flâneur, ele vaga e vaga, busca sua reconstrução emocional. Rêvo se alimenta de amor, e essa é a sua principal busca e o que mais ele tem para dar. Ele é o clássico romântico, brega chique e boêmio carioca. Quando flana, passa pelas dores e delícias das mesas de bar do Centro do Rio, sempre disposto a mais uma dose de alguma bebida ou a mais um lamento de uma samba sentido de roda. Sua madrugada vai até o amanhecer.


Rêvo é solidão, e todos os aspectos dela. Como se quer fugir dela e como ela é necessária para se conhecer de fato. Se no trabalho somos e agimos de uma maneira, entre os amigos a fazemos de outra forma, entre familiares já temos outra face e persona. Afinal, quem somos nós dentro do nosso próprio quarto, quando não há ninguém? Ser só é a sua luz verdadeira. E deixar de estar só é estar disposto a usá-la para iluminar outras luzes. 


Rêvo é uma revolução pessoal, baseada no amor. No encontro da própria luz. 

Danilo perelló é músico e jornalista. Aos 26 anos, lançou seu primeiro single de sua carreira "solo", "Amor de Carnaval". Antes disso, compunha e cantava no grupo vocal Tintim Baião, com outras duas músicas de sua composição lançadas, "Ela não vem mais" e "O quanto que se ama". 

Faz parte ainda do Duo Darín junto com o amigo e parceiro Guilherme Gonzalez, que toca rock e pop rock acústico em bares do Rio de Janeiro. Com a mente fervilhando para ideias e  projetos, Danilo sempre pensa na próxima cartada. E a veia jornalística pulsa para as pesquisas musicais e sonoras. Este ano, ele lançou o ep Rêvo, com quatro canções autorais, que está disponível em todas as plataformas digitais.